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Hepatites

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Caracterizada por ser uma inflamação do fígado, pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comum são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E. Abaixo, seguem descritas as principais característica de cada hepatite:

 

HEPATITE A

A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como hepatite infecciosa.

  • Transmissão: fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.
  • Sintomas: Geralmente não apresenta sintomas porém, pode levar a apresentação de: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.
  • Diagnóstico: através de exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV.
  • Tratamento: o médico indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas.
  • Prevenção: a melhor forma de prevenção é melhorando as condições de higiene e saneamento básico como, por exemplo: lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco; Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras; Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto; Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço; Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro; No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
  • Vacinação: A vacina de Hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de 15 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias.

 

HEPATITE B

Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.

  • Transmissão: por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; da mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou amamentação; ao compartilhar material para o uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escova de dente, alicates de unha, entre outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings); por transfusão de sangue contaminado.
  • Sintomas: Geralmente não apresenta sintomas porém, pode levar a apresentação de: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.
  • Diagnóstico: através de exame de sangue específico.
  • Tratamento: o médico indicará o tratamento mais adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
  • Prevenção: vacinação (três doses), usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos pessoais, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
  • Vacinação: Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

 

HEPATITE C

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), já tendo sido chamada de “hepatite não A não B”. O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado.

  • Transmissão: por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara); da mãe infectada para o filho durante a gestação (mais rara); ao compartilhar material para o uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escova de dente, alicates de unha, entre outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings); por transfusão de sangue contaminado.
  • Sintomas: Geralmente não apresenta sintomas porém, pode levar a apresentação de: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
  • Diagnóstico: através de exame de sangue específico.
  • Tratamento: O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.
  • Prevenção: não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis.
  • Vacinação: Não existe ainda vacina contra hepatite C.

 

HEPATITE D

A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa.

  • Transmissão: por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; da mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou amamentação; ao compartilhar material para o uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escova de dente, alicates de unha, entre outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings); por transfusão de sangue contaminado.
  • Sintomas: Geralmente não apresenta sintomas porém, pode levar a apresentação de: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
  • Diagnóstico: através de exame de sangue específico.
  • Tratamento: dependerá se a infecção for simultânea dos vírus D e B ou se a infecção pelo vírus D for em portadores do vírus B.
  • Prevenção: vacinação contra a hepatite B, uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
  • Vacinação: Não existe vacina específica para a Hepatite D porém, por associar-se a Hepatite B, recomenda-se a realização da vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

 

HEPATITE E

De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE.

  • Transmissão: fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.
  • Sintomas: Geralmente não apresenta sintomas porém, pode levar a apresentação de: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.
  • Diagnóstico: através de exame de sangue específico.
  • Tratamento: na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas.
  • Prevenção: a melhor forma de prevenção é melhorando as condições de higiene e saneamento básico como, por exemplo: lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco; Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras; Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto; Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço; Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro; No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
  • Vacinação: Não existe vacina específica para a Hepatite E.

 

FONTE: http://www.aids.gov.br/hepatites-virais

 

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